Não vou falar de cada uma das minhas gravidezes, mas da primeira que me fez mãe.
Fiquei grávida da minha filha em Julho de 1998, tinha eu 20 anos, Já sei o que estão a pensar, txxxi tão nova! Não tinhas outras coisas para fazer?! Credo, que horror, grávida aos 20 anos! Pois é, isto é a pequena amostra daquilo que ao longo dos últimos 17 anos tenho ouvido…
Sim poderia ter feito muita coisa diferente, poderia ter corrido o mundo, poderia ter-me tornado na enfermeira que sempre sonhei ser ou poderia ter-me tornado numa delinquente, mas não! Aos 20 anos tornei-me mãe! E por incrível que pareça não trocava essa experiência por nada nesta vida.
Quando soube que estava grávida fui invadida por uma felicidade imensa e com uma certeza que tudo iria ficar bem. Éramos novos e imaturos, mas essa mesma imaturidade fez-me gozar a minha gravidez de forma tranquila, despreocupada, sem stress, próprio de um jovem de 20 anos.
Hoje em dia vejo imensos casais super preocupados com cursos pré e pós parto, com a ginástica de grávidas com o babyshower, com o enxoval do bebé composto por mil e uma coisas para o bebé que depois não vão utilizar nem metade, mas sim a nossa sociedade consumista enfia-nos isso tudo pelos olhos dentro.
Com 20 anos, não fiz curso pré natal (mas sim fiz as consultas pré natal, análises, ecografias 😊) Não tive um enxoval cheio de lacinhos e muito cor-de-rosa, não tive mil um artefactos, que hoje dizem ser necessários para cuidar do bebé e vejam só nem sequer tinha um quarto perfeitamente decorado para a minha filha, pois é tinha apenas algumas roupas, suficientes para a miúda usar nos primeiros tempos e um berço de palhinha usado e ainda por cima azul, deve ser por isto que ainda hoje a minha filha não acha muita piada ao cor-de-rosa,
Isto tudo para dizer que não tive luxos nenhuns mas tive uma coisa preciosa, TEMPO!!! Não disse, mas, mais ou menos a meio da gravidez eu e o pai da minha filha fomos viver para a Bélgica, ele saía muito cedo e eu ficava todo dia sozinha com minha barriga, por isso tinha todo o tempo do mundo….Tempo para falar com a minha barriga, tempo para sentir as mudanças meu corpo, e gozar cada centímetro da minha barriga e como era muito novinha e estava tão feliz com o meu estado, não tinha medo de ficar gorda, ou flácida, tempo para criar um vínculo fortíssimo que nos liga até hoje.
Durante nove meses criei uma ligação mágica com a minha filha, tinha dias em que me sentia triste, saudades de Portugal nesses dias, ela mexia – se tanto que acho que a rapariga dançava na minha barriga para me alegrar, outros dias dias era eu a desafia-la então colocava a música alta e dançávamos as duas (imaginem só uma grávida aos pulos, mas aos 20 anos pode-se tudo😊) acho que a paixão que ela hoje têm pela dança veio desse tempo em que dançávamos as duas bem juntinhas. Passeávamos muitos as duas, ainda me lembro como se fosse hoje, quase com 9 meses de gravidez andávamos kms, por vezes sentava-me num banco de jardim a descansar e a conversar com ela. Posso dizer que foram nove meses fantásticos, cheio de felicidade e amor por aquela filha que ia nascer.
Fiquei grávida da minha filha em Julho de 1998, tinha eu 20 anos, Já sei o que estão a pensar, txxxi tão nova! Não tinhas outras coisas para fazer?! Credo, que horror, grávida aos 20 anos! Pois é, isto é a pequena amostra daquilo que ao longo dos últimos 17 anos tenho ouvido…
Sim poderia ter feito muita coisa diferente, poderia ter corrido o mundo, poderia ter-me tornado na enfermeira que sempre sonhei ser ou poderia ter-me tornado numa delinquente, mas não! Aos 20 anos tornei-me mãe! E por incrível que pareça não trocava essa experiência por nada nesta vida.
Quando soube que estava grávida fui invadida por uma felicidade imensa e com uma certeza que tudo iria ficar bem. Éramos novos e imaturos, mas essa mesma imaturidade fez-me gozar a minha gravidez de forma tranquila, despreocupada, sem stress, próprio de um jovem de 20 anos.
Hoje em dia vejo imensos casais super preocupados com cursos pré e pós parto, com a ginástica de grávidas com o babyshower, com o enxoval do bebé composto por mil e uma coisas para o bebé que depois não vão utilizar nem metade, mas sim a nossa sociedade consumista enfia-nos isso tudo pelos olhos dentro.
Com 20 anos, não fiz curso pré natal (mas sim fiz as consultas pré natal, análises, ecografias 😊) Não tive um enxoval cheio de lacinhos e muito cor-de-rosa, não tive mil um artefactos, que hoje dizem ser necessários para cuidar do bebé e vejam só nem sequer tinha um quarto perfeitamente decorado para a minha filha, pois é tinha apenas algumas roupas, suficientes para a miúda usar nos primeiros tempos e um berço de palhinha usado e ainda por cima azul, deve ser por isto que ainda hoje a minha filha não acha muita piada ao cor-de-rosa,
Isto tudo para dizer que não tive luxos nenhuns mas tive uma coisa preciosa, TEMPO!!! Não disse, mas, mais ou menos a meio da gravidez eu e o pai da minha filha fomos viver para a Bélgica, ele saía muito cedo e eu ficava todo dia sozinha com minha barriga, por isso tinha todo o tempo do mundo….Tempo para falar com a minha barriga, tempo para sentir as mudanças meu corpo, e gozar cada centímetro da minha barriga e como era muito novinha e estava tão feliz com o meu estado, não tinha medo de ficar gorda, ou flácida, tempo para criar um vínculo fortíssimo que nos liga até hoje.
Durante nove meses criei uma ligação mágica com a minha filha, tinha dias em que me sentia triste, saudades de Portugal nesses dias, ela mexia – se tanto que acho que a rapariga dançava na minha barriga para me alegrar, outros dias dias era eu a desafia-la então colocava a música alta e dançávamos as duas (imaginem só uma grávida aos pulos, mas aos 20 anos pode-se tudo😊) acho que a paixão que ela hoje têm pela dança veio desse tempo em que dançávamos as duas bem juntinhas. Passeávamos muitos as duas, ainda me lembro como se fosse hoje, quase com 9 meses de gravidez andávamos kms, por vezes sentava-me num banco de jardim a descansar e a conversar com ela. Posso dizer que foram nove meses fantásticos, cheio de felicidade e amor por aquela filha que ia nascer.
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