sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Adeus 2016, olá 2017🎉🎇

E chegamos ao final de mais um ano....

Pode-se dizer que 2016  foi um bom Ano:) Um ano de mudanças, mudei de emprego, esta foi uma mudança difícil, mas está a revelar-se uma agradável surpresa! Abracei também um novo desafio profissional e espero que em 2017 continue a manter o foco. Tentei mudar a minha alimentação- aqui tem sido mais complicado- mas em 2017 vou voltar alimentação Paleo.
O Ano de 2016, começou com pequenas mudanças interiores, comecei a fazer as coisas por mim e não pelos outros, deixei de me preocupar com o que os outros vão dizer, ou criticar. Fiz por estar com quem realmente é importante para mim e deixei ir quem passa a vida a dizer que "não têm tempo"...
Em 2017 quero voltar a minha alimentação saudável,  espero que o novo projecto profissional cresça, quero ter mais tempo para escrever, mas mais que isto, espero estar mais tempo com quem realmente importa, aquelas pessoas que estão na minha vida em todas as horas...Bom Ano!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Livro "Querida Mãe" de Eduardo Sá


Recebi este livro no Natal e estou super curiosa. Já li alguns artigos do Eduardo Sá e gostei muito.
E adorei a frase que está na capa do livro, que é um provérbio judaico: "Como Deus não podia estar em todo o lado ao mesmo tempo criou as mães".
Darei feed-back do livro quando o ler.

Se nunca leram nada de Eduardo Sá, deixo aqui um pequeno texto dele sobre o pré-escolar.
http://www.coisasparacriancas.com/eduardo-sa-e-o-pre-escolar/

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Doces típicos de Natal

É tradição na minha família fazer os doces típicos de Natal, Filhós de abóbora, Coscorões e Azevias de grão. E não falta o belo do Bolo Rei, mas este não é caseiro.
Adoro e é engraçado ter a família junta numa entre ajuda a fazer os fritos. Um estica, um frita, outro coloca o açúcar com canela, sendo a minha irmã a mestre destes doces.

Resultado.. É o descalabro no meu regime de trigo.. Além de ser uma imensidão de açúcar..
Mas além de ser uma tradição, não resisto a um destes fritos acabados de fazer..

Ao longo do ano não posso dizer que nunca coma nada com trigo, mas é algo esporádico, deixando assim o sistema digestivo ter algum descanso. Mas nestes 2 dias claramente comi mais do que o normal..

Por isso, estou agora oficialmente de volta ao meu regime do trigo.
Melhorias para o ano, planear melhor o Natal e fazer doces mais saudáveis para não cair tanto em tentação :)

E o vosso Natal como correu? Muitos abusos?

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Pedagogia Waldorf

Para quem não conhece a pedagogia Waldorf, deixo aqui um video que explica bem no que consiste.
Existem algumas escolas em Portugal, mas infelizmente poucas.
Fosse o ensino português mais parecido com esta pedagogia, e teríamos crianças e adultos mais felizes fazendo o que gostam e têm aptidão, em vez de fazerem o que a sociedade acha.



domingo, 18 de dezembro de 2016

Mudança de Alimentação

Hoje vou falar da minha mudança de alimentação que, tendo sido radical para mim na altura, me fez sentir muito melhor a vários níveis.

Não sei quando começou, mas desde que me lembro que tenho problemas de digestão. Ficava muitas vezes com barriga inchada, cólicas, sensação de peso no estômago e prisão de ventre. Por vezes piorava e dava dores de barriga e diarreia.
Quando andava na faculdade, cheguei a ir ao médico e a fazer exames, mas nada foi encontrado. Apenas me deram uns comprimidos para forrar o estômago e ajudar na digestão.
Nos últimos anos piorou gerando mais cansaço, retenção de líquidos e mais peso.

Apenas em 2015 ouvi falar na medicina funcional através de uma amiga que tinha tido um problema de saúde e que me disse que esta a estava a ajudar.
Resolvi experimentar e fui preparada para a eventualidade de ter de mudar também a minha alimentação tal como tinha feito a minha amiga.

E assim foi, fiz exames e foram detetadas intolerâncias graves ao trigo, leite vaca, e médias ao milho, pimentos, avelãs. E eu ao consumir estes alimentos fazia com que tivesse o intestino inflamado provocando todos aqueles sintomas.
Principalmente o trigo e o leite de vaca que consumimos todos os dias estão inseridos na maior parte dos alimentos processados que estamos habituados a comer principalmente nos lanches, tais como pão, bolachas, bolos e pastelaria, iogurtes, queijos, cereais, etc.

É uma mudança grande e é necessário muita força de vontade para não desistir, trabalho e organização para preparar os lanches para levar para a rua ou trabalho, levantar mais cedo para fazer um bom pequeno almoço e resistir nos cafés e pastelarias onde não se pode comer nada...
Consegui ter essa força de vontade de mudar e reduzi também o açúcar. Cometia na mesma umas facadinhas 1 ou 2 vezes por semana, mas o importante é que não era todos os dias e deixava o intestino descansar.
Em poucos meses tinha perdido 15kg, e sentia-me melhor, mais leve, e deixei de sentir os sintomas de peso no estômago, inchaço, cólicas. 

Já tinha anteriormente preocupação na minha alimentação, mas não tinha noção de tudo o que me fazia mal. Além disso sou muito gulosa, e é muito fácil no nosso dia a dia de hoje comer mal, a tentação está em cada esquina :)
Cada um deve estar atento e verificar os alimentos com os quais o fazem sentir-se mal, pois cada indivíduo e cada organismo é diferente.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Estar com os que amamos

Para a criação deste blog eu e a Mónica fomos buscar uma fotografia antiga das 2, e Meu Deus!!! Como éramos diferentes, ingénuas e divertidas.. parece que foi noutra vida.
Vieram recordações à memória do tempo de escola da secundária em que não nos separávamos uma da outra.
Os anos vão passando e nem sempre estivemos tão perto, tenho pena de não ter estado presente em alguns dos momentos, dos bons e dos menos bons.

O ritmo alucinante da vida de hoje em dia, principalmente nas cidades afasta muito as pessoas. Não temos tempo para o essencial, que é a família e os amigos.

Falamos que temos de combinar em estarmos juntos, mas no dia-a-dia o tempo passa e nem damos conta, acomodamo-nos a este ritmo e ficamos sem forças depois de uma semana de trabalho stressante, horas no trânsito, chegar a casa de rastos e só ter tempo para jantar e dormir.
Temos gerir estas prioridades, pois uma das maiores prioridades das nossas vidas deveria ser compartilhar as nossas alegrias e tristezas com quem amamos. Não estamos sozinhos nem temos de estar.

Vamos cada um de nós dar o passo, arranjar esse espaço e tempo (que sim são perfeitamente possíveis), sair da zona de conforto, e combinar logo o dia e a hora com aquele amigo que amamos, em vez de dizer que havemos de combinar alguma coisa um dia em que este fica por combinar..

Quando me tornei Mãe :)

Não vou falar de cada uma das minhas gravidezes, mas da primeira que me fez mãe.

Fiquei grávida da minha filha em Julho de 1998, tinha eu 20 anos, Já sei o que estão a pensar, txxxi tão nova! Não tinhas outras coisas para fazer?! Credo, que horror, grávida aos 20 anos! Pois é, isto é a pequena amostra daquilo que ao longo dos últimos 17 anos tenho ouvido…

Sim poderia ter feito muita coisa diferente, poderia ter corrido o mundo, poderia ter-me tornado na enfermeira que sempre sonhei ser ou poderia ter-me tornado numa delinquente, mas não! Aos 20 anos tornei-me mãe! E por incrível que pareça não trocava essa experiência por nada nesta vida.
Quando soube que estava grávida fui invadida por uma felicidade imensa e com uma certeza que tudo iria ficar bem. Éramos novos e imaturos, mas essa mesma imaturidade fez-me gozar a minha gravidez de forma tranquila, despreocupada, sem stress, próprio de um jovem de 20 anos.

Hoje em dia vejo imensos casais super preocupados com cursos pré e pós parto, com a ginástica de grávidas com o babyshower, com o enxoval do bebé composto por mil e uma coisas para o bebé que depois não vão utilizar nem metade, mas sim a nossa sociedade consumista enfia-nos isso tudo pelos olhos dentro.
Com 20 anos, não fiz curso pré natal (mas sim fiz as consultas pré natal, análises, ecografias 😊) Não tive um enxoval cheio de lacinhos e muito cor-de-rosa, não tive mil um artefactos, que hoje dizem ser necessários para cuidar do bebé e vejam só nem sequer tinha um quarto perfeitamente decorado para a minha filha, pois é tinha apenas algumas roupas, suficientes para a miúda usar nos primeiros tempos e um berço de palhinha usado e ainda por cima azul, deve ser por isto que ainda hoje a minha filha não acha muita piada ao cor-de-rosa,

Isto tudo para dizer que não tive luxos nenhuns mas tive uma coisa preciosa, TEMPO!!! Não disse, mas, mais ou menos a meio da gravidez eu e o pai da minha filha fomos viver para a Bélgica, ele saía muito cedo e eu ficava todo dia sozinha com minha barriga, por isso tinha todo o tempo do mundo….Tempo para falar com a minha barriga, tempo para sentir as mudanças meu corpo, e gozar cada centímetro da minha barriga e como era muito novinha e estava tão feliz com o meu estado, não tinha medo de ficar gorda, ou flácida, tempo para criar um vínculo fortíssimo que nos liga até hoje.
Durante nove meses criei uma ligação mágica com a minha filha, tinha dias em que me sentia triste, saudades de Portugal nesses dias, ela mexia – se tanto que acho que a rapariga dançava na minha barriga para me alegrar, outros dias dias era eu a desafia-la então colocava a música alta e dançávamos as duas (imaginem só uma grávida aos pulos, mas aos 20 anos pode-se tudo😊) acho que a paixão que ela hoje têm pela dança veio desse tempo em que dançávamos as duas bem juntinhas. Passeávamos muitos as duas, ainda me lembro como se fosse hoje, quase com 9 meses de gravidez andávamos kms, por vezes sentava-me num banco de jardim a descansar e a conversar com ela. Posso dizer que foram nove meses fantásticos, cheio de felicidade e amor por aquela filha que ia nascer.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Ser Mãe

Antes de sermos mães tentamos imaginar o quão maravilhoso vai ser, toda a gente nos diz maravilhas, que vai ser desta e daquela forma. Tentamos ler e absorver o máximo de informação para estarmos preparadas. E acabamos por ficar ao mesmo tempo baralhadas e frustradas com tanta informação e opiniões. Pensamos.. afinal o que vou fazer quando se deparar uma situação complicada?

A minha gravidez correu muito bem, foi muito tranquila. Adorei estar grávida! Claro que com um trabalho stressante nem sempre era fácil, mas sendo algo que queríamos muito, acho que lidámos com a gravidez com muito amor e tranquilidade.

E chegou o dia pelos dois muito esperado. O parto correu bem, o G nasceu saudável, mas nada nos preparava para o que vinha de seguida.

No 2° dia de vida houve desconfiança de um problema no coração do meu filho, como não havia certezas, nós ficamos confiantes de que estaria tudo bem para acalmar os nossos corações assustados. Mas rapidamente levaram-no para a neonatologia para avaliarem a gravidade do caso, e foi aí que me caiu tudo.. Ficar sem o meu filho ao meu lado?? Não posso tê-lo no meu colo, no meu aconchego? E se ele chamar por mim, sentir a minha falta, será que ele vai sentir que o abandonámos? E de noite como vai dormir? Nada nos prepara para estas situações, para estes imprevistos.

Para nossa surpresa ele dormiu até melhor do que tinha dormido connosco nas 2 primeiras noites, e podíamos estar com ele sempre que quiséssemos, continuando eu a dar de mamar a cada 3 horas.

Nós aproveitávamos para dormir, descansar dentro do possível nos intervalos.
Felizmente tive a sorte de ter o meu companheiro ao meu lado a tempo inteiro no hospital que foi um pilar fundamental, um apoio mútuo constante numa altura em que precisávamos um do outro.

Entretanto os médicos percebendo que o G tinha efectivamente uma deficiência no coração, mandaram-no logo para outro hospital de forma a ser operado por especialistas numa operação que diziam ser simples e que iria resolver para a vida. Apesar destas palavras que nos tentavam acalmar, não deixou de ser um choque e de bater um medo terrível. Nós que tanto lutámos para ter um filho, que tínhamos acabado de o ver, de o sentir, era cruel demais nos tirarem. Não podermos saborear os momentos com ele, nem o sequer conhecer.

Foram uns dias muito difíceis, ter de ir para casa e o deixar de noite no hospital, pois desta vez não havia condições para os pais ficarem de noite.
O aperto da espera da operação, o desespero de o ver anestesiado e com tubos, a espera que acordasse, a alegria de ter acordado e ao mesmo tempo angústia porque chorava por não poder comer durante várias horas..
Enfim tudo passou, ele recuperou muito bem, ficou ótimo e sem mais problemas, e tudo isto não seria possível sem o apoio do meu companheiro, família, amigos, até de quem não nos conhecia e torcia, rezava por nós.
E fundamental também foram os médicos e enfermeiros, todos foram impecáveis, prestáveis, humanos e muito profissionais.

O meu obrigado a todos. Com certeza passámos a dar mais valor ao mais importante, à família, os amigos, e a cada momento com o nosso filho.

Tenho a sorte de poder estar vários meses com ele em casa, e aproveito cada sorriso, abraço, birra, choro, brincadeiras, cada coisa nova que faz a cada dia, tudo a que tenho direito.
Graças a deus ele é saudável e lindo de morrer, não fosse eu mãe dele :)
Ser mãe não se explica, sente-se. Um amor incondicional aconteça o que acontecer. Não dá para explicar, quem quiser saber, vai ter de o ser e sentir.

Ainda sou muito racional e continuo a querer aprender tudo para poder fazer o melhor ao meu filho, e claro que aprendemos sempre coisas importantes e úteis, mas na hora o que fala mais alto é o nosso coração, a nossa intuição de mãe e mulher e fazemos o que sentimos que é o melhor para ele e para a nossa familia naquele momento. Pois cada pessoa é diferente, cada família tem as suas crenças e prioridades, e temos de ir pelo que acreditamos e não pelo que os outros dizem.